Hoje digo com todas as letras: eu apenas sobrevivo. E vivo sem eu mesmo por aí. Caminho vazio, choro seco, escrevo mal, durmo me revirando e deixo qualquer coisa me deixar pra baixo. Mania minha de acreditar na poesia mais sutil do ser humano que na verdade não a têm. Mania minha de abraçar descompassadamente quem eu amo e chorar nos ombros teus como quem diz ”Me levanta por favor?”. Ando suplicando e me matando pouco a pouco. E sobreviver é tão irônico quando na mesma palavra existe o verbo viver. Tão contraditório que até sorrio e com lágrimas nos olhos deixo borrar algumas páginas de um livro qualquer que leio antes de dormir. Me faz companhia. E estranho como eu não me faço. Estranho como desfaleço em vossa frente e não vês, não lês. É difícil? Creio que não. E se for vá olhar a ave no céu, vá beijar a terra e colher flores, vá ter um amor e fazer poesia, vá ter alegria e chorar rindo. Vá viver para vir me sentir, vá viver para tirar de mim o prefixo da palavra sobreviver. Porque, quero viver e reviver, dentro de mim, dentro da vida.
Sobre mim ?
- ૪ @Meēry_Winnks.
- Eita, que menina complicada! Se faz de forte, mas por dentro é tão frágil. Tão necessitada de atenção. Que menina complicada… Se faz de durona, e é tão sensível a qualquer palavra mal entendida. Essa menina, viu. Chora no chão do banheiro, em um cantinho perto da porta… Só assim ninguém a nota. Ninguém a vê. Por isso ela fica lá, chorando baixinho pra ninguém escutar. Pobrezinha dessa menina. [..] Quer ser forte como uma rocha, mas dentro de si, sabe que é tão frágil como um cristal. Quebra-se por qualquer coisinha. Pobre, menina. Tem a ilusão de ter um amor recíproco. Retribuído. Lá dentro, só quer ser protegida. Entendida. Pobrezinha, chora no chão sozinha, e ninguém nota o quanto és frágil. Ninguém consegui ver através do seu sorriso, quanta dor ela carregou esse tempo todo. Quanta coisa ela escondeu de si mesma, por medo. E no fundo, ela quer ver tudo mudar. És tão frágil, necessita de atenção o tempo todo. E talvez ninguém vê isso! Por : MeeryB.
domingo, 20 de novembro de 2011
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